Sonata, empresa que marcou história de Campinas, é tema de exposição

 

Soberana em venda de eletrolas por várias décadas, a fábrica Sonata, criada em Campinas nos anos 1950, é tema de exposição no MIS Campinas. A mostra “Sonata: a trajetória da empresa que marcou a história de Campinas” é resultado da pesquisa feita pelos estagiários Flávia Pinheiro Machado Soares, Guilherme Silva e Sofia Proteti Bronzi, alunos do quarto ano de História da Unicamp.

 

A exposição, em cartaz até 28 de fevereiro, reúne objetos, documentos, arquivos de jornais, além de vasto material iconográfico. A ideia é mostrar a importância da Sonata para a história do desenvolvimento cultural da cidade, e ressaltar sua importância como produto inovador e exemplo de qualidade.

 

“Quando começamos o estágio, fomos introduzidos a diversas áreas que o MIS abrange. Ao entrarmos em contato com o setor de música, nos foi apresentado um projeto que, desde 2011, estava esperando para ser desenvolvido. Ficamos interessados imediatamente, e, com apoio da equipe do MIS Campinas, desenvolvemos a exposição”, contam os estudantes sobre a escolha do tema.

 

A Sonata foi criada em 1957 por Savério Ruggero, dono de uma loja de equipamentos eletrônicos na rua Treze de Maio, em Campinas. Dirceu Cardoso, técnico em eletrônica e empregado de Savério, criou a primeira Sonata, que rapidamente foi vendida. A procura pelo aparelho aumentou e a empresa se materializou a partir da sociedade entre Savério e Antônio, com o auxílio técnico de Dirceu.

 

O nome Sonata, que ainda hoje é sinônimo de eletrola, surgiu por acaso. Quando precisavam de um nome para a empresa e portanto para o equipamento, Antônio e Savério se depararam com essa patente à venda. O nome pegou e boa parte do sucesso da empresa é atrelado à força da marca.

 

A Sonata teve diversas sedes: na rua Treze de Maio, no Centro; na rua Sales de Oliveira, na Vila Industrial; depois no bairro São Bernardo, na Rua João Felipe, e ainda contou com dois prédios na Avenida das Amoreiras. Em seu auge, a empresa produzia milhares de toca discos, que circulavam por todo o Brasil. Com mais de 60 modelos, desenhados e desenvolvidos pela própria empresa, a Sonata foi pioneira em tecnologia: não só montava, mas também produzia micromotores para suas eletrolas, que eram o exemplo máximo de qualidade e inovação no país. Um exemplo disso é que a empresa produziu equipamentos que tocavam somente o disco de vinil mais barato e mais comum, o de 33 R.P.M.

 

A Sonata terminou em 1992, depois de décadas de sucesso.

 

Serviço
Exposição “Sonata: a trajetória da empresa que marcou a história de Campinas”
Quando: de terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, das 10h às 16h. Até 28 de fevereiro.
Onde: Museu da Imagem e do Som – Campinas (Palácio dos Azulejos – Rua Regente Feijó, 859 – Centro). Telefone: (19) 3733 8800
Entrada gratuita

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