Sinfônica faz concertos gratuitos em homenagem ao Mês da Consciência Negra

A Orquestra Sinfônica de Campinas faz concertos gratuitos em homenagem ao Mês da Consciência Negra. No dia 23 de novembro, sexta-feira, às 19h30, haverá uma apresentação na Estação Cultura em Campinas.

Dia 24 de novembro, sábado, às 20h, é a vez do Teatro Polyteama em Jundiaí. E domingo, dia 25, às 17h, no Teratro CIAEI, em Indaiatuba. O regente é o maestro Victor Hugo Toro, que escolheu cinco sequências especiais de composições e obras de compositores negros e que contam histórias de negros.

O concerto terá a presença dos solistas, Erika Muniz (soprano, Brasil) e Saulo Javán (barítono, Brasil).

O programa tem início com a “Abertura Zemira”, de José Maurício Nunes Garcia, compositor brasileiro nascido em 22 de setembro de 1767, filho de pais alforriados, e desde cedo enfrentou as contradições de uma ascendência negra em período escravocrata.

Em seguida, a “Sinfonía op. 11 nº 2”, do compositor Joseph Bologne, Chevalier de Saint Georges. Hoje Saint-Georges é conhecido popularmente por “Mozart Negro”, um dos primeiros músicos na Europa conhecido por ter ascendência africana.

Depois, é a vez do compositor Antonio Carlos Gomes, com uma das obras mais importantes do cenário operístico brasileiro e mundial, “Lo Schiavo”. Carlos Gomes nasceu, em Campinas, então Vila de São Carlos, no Estado de São Paulo.

O programa prestigia também o compositor negro norte americano Scott Joplin, com sua obra prima “3 original Rags”. Joplin é considerado “O Rei do Ragtime”. “Original Rags” é um medley de ragtime para piano. Foi o primeiro dos rags de Scott Joplin a aparecer impresso, no início de 1899. O ragtime, juntamente com o blues, foi uma das principais influências para o nascimento do jazz.

O concerto termina com a música do único compositor branco do programa, George Gershwin, com “Porgy and Bess”, que retrata o amor de Porgy, um mendigo, pela bela e viciada Bess, como também o cotidiano no bairro negro de Charleston, Carolina do Sul, na década de 1920.

Victor Hugo Toro

Nascido em Santiago do Chile, realizou estudos de regência orquestral e graduou-se pela Faculdade de Artes da Universidade do Chile. Foi vencedor do II Concurso Internacional de Regência Orquestral -Prêmio OSESP – Organizado pela Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e têm sido convidado a reger as mais importantes orquestras de seu país, tais como as Sinfônicas do Chile, Antofagasta, Concepción, La Serena, Orquestra Clássica da Universidade de Santiago, Orquestra de Câmara do Chile, Orquestra de Câmara de Valdivia e Orquestra Nacional Jovem. Além da OSESP, onde foi regente assistente e apresentou importantes peças do repertório universal, assim como primeiras audições de repertório brasileiro, têm sido convidado a reger a Orquestra Jovem do Estado de São Paulo, Sinfônicas da Bahia, do Paraná, Porto Alegre, Caxias do Sul, Camerata Antiqua de Curitiba, Sinfônica do Sodre (Uruguai), Filarmônica de Montevidéu, da Universidade Nacional de Cuyo (Argentina), de Rosário (Argentina) e Filarmônica da Universidade Nacional Autônoma do México (OFUNAM).

Junto ao seu importante trabalho com orquestras jovens de seu país, Victor Hugo Toro é também compositor e suas obras têm sido interpretadas por diversos grupos sinfônicos e de câmara. Ele foi escolhido um dos 100 líderes jovens do Chile pelo jornal “El Mercurio” e recebeu uma homenagem da Câmara Municipal de São Paulo pelo seu trabalho em prol da música, da sociedade paulistana e do intercâmbio cultural entre Chile e Brasil. Foi regente principal da Orquestra Sinfônica do SODRE, em Uruguai e regente residente da Companhia Brasileira de Ópera, com quem realizou uma grande tournée de 89 espetáculos por 15 cidades brasileiras. Recentemente foi laureado pela Sociedade Brasileira de Artes, Cultura e Ensino com a Ordem do Mérito Cultural “Carlos Gomes” no grau de comendador, recebeu de parte da Câmara Municipal de Campinas a medalha “Carlos Gomes”, pelos relevantes serviços prestados à cidade. Atualmente é diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Municipal de Campinas.

Erika Muniz (Soprano, Brasil)

Soprano, integrante do Coro da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) desde 2008. Natural do Rio de Janeiro, Erika estudou com Sônia Dumont e Inácio de Nonno. Como solista, cantou nas óperas “Dido e Eneas” de Purcell (Belinda), “L’Italiana in Londra” de Cimarosa (Livia) e “Porgy and Bess”, bem como na “Nona Sinfonia” de Beethoven, no “Requiem” de Mozart, no “Salmo 42”, “Hymne”, “Sonho de uma Noite de Verão” e “Von Himmel hoch” de Mendelssohn, Missa Brevis de Johann Sebastian Bach, “Le vin Herbé” de Frink Martin, “Pequena Missa Solene” de Rossini, “Glória” de Vivaldi sob a regência de renomados regentes como Carlos Alberto Figueiredo, Julio Moretzon, André Cardoso, Gustavo Petri, Claudia Feres, Isaac Karabtchevisky, Ragnar Böhlin, Daniel Reus e Marin Alsop. Acompanhada pela Orquestra Petrobrás Sinfônica, Sinfônica de Heliópolis, Orquestra Municipal de Jundiaí, Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp). O seu repertório é dedicado também a música de câmara, se apresentando em vários estados do Brasil. É integrante do trio “Cantos do Brasil”, trio este que é dedicado à música Brasileira.

Érika também possui um trabalho pedagógico. Desde 2003 atua com preparadora vocal de coros infantis e juvenis e já ministrou cursos no Instituto Federal da Bahia – Vitória da Conquista e no Seminário de Música Proarte- RJ. Compõe o quadro de professores do Instituto Baccarelli desde 2010, onde atualmente é dona da cadeira do curso de canto lírico da instituição. Érika é orientada vocalmente por Isabel Maresca.

Saulo Javán (Barítono, Brasil).

É reconhecido pela crítica especializada como um dos principais artistas de ópera do Brasil e é presença constante em casas de concerto e ópera como a Sala São Paulo,
Sala Minas Gerais e os Teatros Municipal de São Paulo, Municipal do Rio de Janeiro, São Pedro, Teatro da Paz, Tobias Barreto e Santa Isabel.

Foi solista nas operas Lo Schiavo, Manon Lescaut, Eugene Oneguin, Magdalena de
Villa-Lobos, O Rouxinol de Stravinsky, Aida de Verdi, O Elixir do Amor e Don Pasquale de
Donizetti , Gianni Schicchi e La Bohème de Puccini, entre outras. Integrou o elenco da Cia. Brasileira de Ópera como Don Bartolo em O Barbeiro de Sevilha de Rossini e cantou a estréia mundial da ópera Dulcinéia e Trancoso de Eli-Eri Moura.

Nas temporadas 2013 e 2014 do Theatro Municipal de São Paulo, apresentou-se nas
óperas The Rake’s Progress, Don Giovanni, La Bohème, Falstaff e Salomé. Faz parte do Trio Cantares com Rosana Lamosa e Sonia Rubinsky.

Gravou a Sinfonia nº X – Ameríndia de Heitor Villa-Lobos com a Osesp, sob a regência
do Maestro Isaac Karabtchevsky.
Em 2002 venceu o Concurso de Canto Villa-Lobos.
Estudou canto com Carmo Barbosa e Marconi Araújo. Prepara-se com renomados
coachings brasileiros como Rafael Andrade, Ricardo Ballestero.

Serviço:

Dia 23/11/2018
Horário: 19h30
Local: Estação Cultura
Endereço: Praça Mal. Floriano Peixoto – Vila Rialto, Campinas
Telefone (19) 3705-8000
Ingressos: Gratuitos

Dia 24/11/18
Horário: 20h
Local: Teatro Polytheama
Endereço: R. Barão de Jundiaí, 176 – Centro, Jundiaí
Telefone: (11) 4586-2472
Ingressos: Gratuitos

Dia 25/11/18
Horário: 17h
Local: Teatro CIAEI
Endereço: Av. Eng. Fábio Roberto Barnabé, 3665 – Jardim Regina, Indaiatuba – SP
Telefone: (19) 3801-9191
Ingressos: Gratuitos

 

 

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