Revolução Constitucionalista de 1932 é celebrada em Campinas

 

A solenidade do 86º aniversário da Revolução Constitucionalista de 1932, nesta segunda-feira, 9 de julho, foi prestigiada pelo prefeito em exercício de Campinas, Henrique Magalhães Teixeira. A cerimônia, realizada em frente ao Monumento de 32, na Avenida da Saudade, foi organizada pelo Comando do Policiamento do Interior-2 (CPI-2) da Polícia Militar do Estado de São Paulo. 

 

 

O evento foi realizado com a presença de autoridades militares como o comandante do CPI-2, José Ricardo Trevisan Arantes; do comandante da 11ª Brigada de Infantaria Leve, General de Brigada Luís Claudio De Mattos Basto e do capitão da PM, Rafael Cambuí, presidente no núcleo MMDC. O secretário Municipal de Cultura, Ney Carrasco, também participou do evento.

 

 

Henrique Magalhães Teixeira hasteou a bandeira de Campinas. Segundo o prefeito em exercício, a Revolução de 1932 marcou o protagonismo de São Paulo na luta por uma nova Constituição. “Celebrar essa data é uma forma de reconhecer o heroísmo dos combatentes que lutaram em prol da revolução e da democracia”.

 

 

Durante o evento, foi lida uma nota em comemoração ao aniversário da revolução e em homenagem aos veteranos campineiros de 32. Escoteiros do grupo Aldo Chioratto representaram os heróis de 32 e foram convocados pelo toque do dobrado “eterna saudade” executado pelos músicos da banda regimental do CPI-2.

 

 

O Monumento aos Heróis de 32 é uma obra de Marcelino Velez e foi inaugurada em 9 de julho de 1935, com recursos da iniciativa privada. O conjunto foi tombado e faz parte do patrimônio histórico de Campinas. Nele, estão os restos mortais de voluntários campineiros que faleceram em batalhas da Revolução Constitucionalista de 1932. O monumento foi reformado em 2012.

 

 

Em Campinas, a lembrança da revolução é preservada pelo acervo da Revolução de 1932 do 8º Batalhão da PM de Campinas, Clube dos Veteranos e pela Sociedade Veteranos de 32 – MMDC.

 

 

Revolução Constitucionalista

 

 

A Revolução Constitucionalista de 1932 é celebrada no dia 9 de julho, quando começou a luta armada de São Paulo contra Getúlio Vargas, na época chefe do governo provisório. Neste dia, as tropas assumiram o governo de São Paulo e seguiram para o Rio de Janeiro a fim de afastar Getúlio Vargas. As forças paulistas esperavam o apoio de outros Estados mas isso não aconteceu. Os cidadãos não só apoiaram a revolução como houve a adesão de muitos para o combate.

 

 

Embora o Estado tenha perdido a luta armada, a Revolução de 32 teve frutos com a instituição de eleições (inclusive com o direito de voto estendido às mulheres) para a Assembleia Constituinte que proclamou a Constituição de 1934.