Habitação realiza demolição de casas em área irregular no Jardim Itaguaçú

A Coordenadoria Especial de Habitação Popular (Cehap), ligada à Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), iniciou a demolição de cerca de 30 residências instaladas em uma área verde de propriedade da Prefeitura, no Jardim Itaguaçú II, região Sul, na manhã desta sexta-feira, 29 de setembro.

 

Ontem, 28 de setembro, com o apoio da Guarda Municipal, os técnicos da Cehap identificaram três pessoas que estariam promovendo o parcelamento irregular e comercializando os terrenos públicos.

 

Por meio de uma denúncia anônima, a Sehab foi informada de que aproximadamente 30 pessoas compraram terrenos localizados em uma área verde de 35 mil metros quadrados.

 

O parcelamento irregular estaria sendo feito pelo presidente da associação de moradores, Luís Carlos dos Santos, e também por Rafael da Silva Costa Barbosa e Vagner Teixeira da Silva, sócios de uma imobiliária onde os contratos falsos estariam sendo assinados. Eles foram conduzidos até a 2ª Delegacia Seccional de Polícia onde foi registrado um boletim de ocorrência por estelionato e parcelamento irregular de solo público.

 

A operação

 

Logo pela manhã, as equipes da Cehap, novamente com apoio da Guarda Municipal, chegaram com uma máquina e começaram as demolições. Três casas de alvenaria, identificadas como sendo de propriedade do grupo que efetuou a venda ilegal, foram derrubadas. Os outros moradores foram notificados para que, num prazo máximo de sete dias, desocupem o terreno porque as moradias também serão demolidas, já que futuramente, no local será construída uma praça.

 

Durante a operação, o presidente da associação de moradores, Luís Carlos dos Santos, ainda tentou justificar a venda de terrenos que não estava ocorrendo de forma ilegal. “Eu não sabia que a área era pública e o que eu fiz foi simplesmente repassar os imóveis e os terrenos foram doados. O valor que cobrei é irrisório, apenas R$ 30 mil”, completou.

 

O pedreiro José Carlos Passos, no entanto, apresentou cópia de um depósito bancário no valor de R$ 15 mil efetuado na conta do presidente da associação. O valor foi dado como entrada.

 

De acordo com coordenador da Cehap, Edison Cunha, a Habitação está agindo rapidamente, fiscalizando e impedindo adensamentos e ocupações irregulares. Esse trabalho vai continuar e a população pode fazer denúncias, mesmo que sejam anônimas, porque tem muita gente sendo lesada.“Orientamos as pessoas para que, antes de comprar qualquer propriedade, o interessado deve procurar a Sehab ou a Cohab. As pessoas que foram enganadas nós estamos orientando para que denunciem as fraudes junto à Defensoria Pública e que registrem um boletim de ocorrência”, disse.

 

Para o secretário de Habitação e presidente da Companhia de Habitação Popular de Campinas (Cohab-Campinas), Samuel Rossilho, tem muita gente caindo neste golpe. “Quem investiu algum recurso na compra ilegal dos terrenos e nas construções, infelizmente, vai perder esse dinheiro porque as construções são irregulares e serão demolidas. Ontem mesmo já fizemos contato também com o Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) para que as providências cabíveis também sejam tomadas contra os estelionatários”, afirmou.

 

Os telefones para denúncias são (19) 3119-9575, na Cohab-Campinas e (19) 3119-9613 na Sehab.

 

A Cohab-Campinas reforça que, quem quiser obter moradia popular no município, deve se inscrever no cadastro habitacional. A Cohab-Campinas fica na Avenida Faria Lima, número 10, Parque Itália, ao lado do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti.