Estação ferroviária de Jaguariúna já é patrimônio paulista

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) homologou o tombamento da Estação Ferroviária de Jaguariúna, que em abril completou 70 anos. A importância histórica e material do local foi a principal justificativa para o tombamento. Com o fim do tráfego na linha em 1977, a estação foi desativada e, desde a década de 90, funciona como Centro Cultural e ponto de parada da maria-fumaça, que faz o trecho até a Estação Anhumas, em Campinas.

 

A decisão foi publicada no Diário Oficial no último dia 22. Conforme a resolução, estão protegidos o edifício principal da estação e os demais edifícios e elementos inseridos no conjunto, como as plataformas e respectivas coberturas, sanitários, caixa d’água e edifício do conjunto onde, atualmente, funciona o Museu Ferroviário.
O atual prédio da estação foi inaugurado em 1945 e suas características arquitetônicas neocoloniais agregam ao edifício maior significado entre as demais estações da linha. Atualmente, o local é um ponto turístico do município e oferece passeios de trem para a estação de Anhumas, passando pelas de Tanquinho e Carlos Gomes. “Deste modo, os elementos antigos do conjunto continuam preservados, com aproveitamento para novas atividades”, informou o conselho. O tombamento não interfere no uso dos bens tombados, desde que não haja intervenções físicas nesses locais.
A cidade era destino do primeiro trecho da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro, inaugurado em 1875 sob a denominação Viação Férrea Campinas-Jaguariúna, que foi estendido no mesmo ano por um ramal até a vizinha Amparo.
História

 

A primeira estação foi demolida quando da construção da atual estação, inaugurando o trecho Mogiana (Guanabara) e Estação de Guedes (Jaguariúna). De acordo com Pires, foi entre os anos de 1989 e 1992 que a atual estação passou por um processo de transformação, e tornou-se um Centro Cultural, composto por um Museu Ferroviário, uma sala de informações turísticas, outra para exposição de obras de arte, uma lanchonete e também abrigava a rádio municipal. Com isso foram modificadas portas, janelas e houve o fechamento das extremidades laterais do prédio. Uma velha locomotiva foi colocada à sua frente como recordação de uma época de ouro.
Em 2006, a construção de um elevado, passando em cima do Rio Jaguari, permitiu que a maria-fumaça chegasse até o Centro Cultural. Antes disso, ela parava pouco antes do rio.

 

Matriz e estação de Guedes estão em análise

 

O Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico de Jaguariúna informou que na terça-feira deu o primeiro passo para mais dois tombamentos. O conselho incluiu no inventário do patrimônio histórico municipal a Igreja de Santa Maria de Jaguary (1894), a famosa Matriz Centenária, no Centro, e a Estação Ferroviária de Guedes, que passou em 2012 por processo de revitalização. De acordo com o presidente do conselho, Tomaz de Aquino Pires, ambos os imóveis estão com grau de proteção 1 (GP1), ou seja, não podem ser alterados em hipótese alguma.

 

O prédio da antiga estação ferroviária no bairro Guedes, construído pela Companhia Mogiana de Estradas de Ferro e inaugurada em 1897, foi fechado na época da retificação do traçado depois de Jaguariúna, em 1945, e ficou fora do traçado da linha nova. A Igreja Matriz é ainda a edificação mais visível de todo o núcleo original. Inaugurada em 1895, possui arquitetura em estilo gótico-bizantino e foi dedicada a Santa Maria, padroeira da cidade.

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