Campinas participa de Fórum Refugiados em Araçariguama

O Fórum Refugiados, organizado pela Associação Educacional e Beneficente Vale da Benção, na cidade de Araçariguama (SP), teve a participação da Secretaria Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Cidadania, por meio do departamento de Cidadania, responsável pelo Serviço de Referência ao Imigrante, Refugiado e Apátrida, na última, sexta-feira, dia 22.

 

 

 

 

O diretor de Cidadania, Fábio Custódio, contou a experiência da Prefeitura de Campinas no desenvolvimento de políticas públicas voltadas para imigrantes e refugiados na mesa redonda que discutiu os desafios da integração de refugiados no Brasil. Custódio discutiu os desafios que cercam a implantação dessas políticas e a efetiva inclusão social dessas populações. O único serviço público municipal convidado a apresentar sua experiência foi o desenvolvido pela Prefeitura Municipal de Campinas.

 

 

 

 

Custódio destacou que a secretaria tem se empenhado para participar de espaços de discussão como esses, para apresentar sua experiência no atendimento à comunidade imigrante e refugiada e trocar informações com outras organizações. “Os serviços públicos de atendimento à população imigrante e refugiada são novos em todo o País. O entendimento de que imigrar é um direito humano é mais novo ainda. Precisamos dialogar e aprender muito. Precisamos, sempre, falar sobre imigração e refúgio, direitos humanos e cultura de paz”, afirmou.

 

 

 

 

O Fórum contou com a participação de organizações e entidades que contribuem para a construção de uma cultura de paz e de direitos humanos no que se refere ao atendimento aos imigrantes. Entre elas, estavam a Missão Paz, Casa de Passagem Terra Nova (Secretaria de Desenvolvimento Social do Governo do Estado de São Paulo), Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados, entre outras.

 

Durante o evento, também foi apresentado o trabalho realizado pelo “Programa Reconstruir”, do Vale da Benção, que acolhe imigrantes, no sistema de casa de passagem, “oferecendo alimentação e condições básicas para o acolhido, com foco prioritário no acolhimento de mulheres sozinhas, com filhos, viúvas e famílias com crianças”, disse Custódio. Entre as ações do programa, estão o ensino da Língua Portuguesa, imersão cultural, auxílio na obtenção de documentos, encaminhamento das crianças à rede pública de ensino e apoio psicológico.