Campinas inicia Campanha de Vacinação contra a gripe na segunda, dia 23

Campinas inicia a Campanha de Vacinação contra a Gripe na próxima segunda-feira, 23 de abril. As doses estarão disponíveis nos 64 centros de saúde da cidade até 1º de junho.

 

Devem se vacinar pessoas a partir de 60 anos, crianças entre seis meses e menores de cinco anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após parto), pessoas privadas de liberdade e os funcionários do sistema prisional.

 

Os portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais também devem ser vacinados.

 

A expectativa é vacinar 90% das 259.560 pessoas consideradas público-alvo. Em 2017, foram vacinadas 213.564 pessoas dos grupos prioritários. Também foram vacinadas 50.597 de pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais.

A vacina protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B. A composição muda todo ano, de acordo com as cepas do vírus da gripe que estão em circulação no período. Por isso, as pessoas precisam se vacinar anualmente para evitar complicações causadas pela gripe e doenças graves, como pneumonia.

 

Pessoas com doenças agudas graves e febre (moderada ou alta) devem esperar a melhora do quadro clínico para receber a dose.

 

Para tomar a vacina, o paciente deve levar carteira de vacinação ou documento de identidade. Os doentes crônicos devem apresentar receita ou prescrição médica.

 

Os pacientes acamados que fazem parte do grupo que deve ser vacinado receberão a dose em casa, de acordo com a programação dos centros de saúde. Os que são assistidos pelas unidades de saúde serão avisados por telefone sobre a data da aplicação da vacina.

 

DIA D

 

Neste ano, o “Dia D” está marcado para 12 de maio, que cai num sábado. Neste dia todos os centros de saúde e postos montados especialmente para a imunização funcionarão das 8h às 17h.

 

Situação da doença

 

Este ano, Campinas confirmou 4 casos de gripe, sendo 1 por H1N1, dois por H3N2 e 1 por influenza B. Entre estes quatro casos, foi confirmada uma morte por H3N2, de uma mulher de 45 anos que tinha doença crônica (comorbidade). Ela teve os primeiros sintomas da gripe em março e o caso foi confirmado em abril.

 

Importante ressaltar que só os casos mais graves de gripe, que evoluem para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) são notificados à Vigilância em Saúde.

 

Influenza

 

A gripe, ou influenza, é uma infecção causada por vírus que afeta o sistema respiratório, mais precisamente o nariz, garganta e brônquios. O contágio ocorre de forma direta através das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar ou de forma indireta, por meio das mãos que, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias, pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz. A doença pode se apresentar desde uma forma leve e de curta duração, até formas clinicamente graves e complicadas. A gripe é responsável por elevada taxa de adoecimento e morte em grupos de maior vulnerabilidade, principalmente no inverno.

 

Por isso, é muito importante a adoção de medidas que previnem a transmissão:

 

– Fazer frequente higienização das mãos, principalmente antes de consumir algum alimento;

 

– Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

 

– Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

 

– Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

 

– Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

 

– Não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

 

– Manter os ambientes bem ventilados;

 

– Evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais ou sintomas de influenza;

 

– Se estiver com sintomas de gripe, na medida do possível, evite manter suas atividades cotidianas;

 

– Evitar aglomerações e ambientes fechados (procurar manter os ambientes ventilados);

 

– Adotar hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e ingestão de líquidos;

 

– Orientar o afastamento temporário (trabalho, escola, entre outros) até 24 horas após cessar a febre.