Campanha de Vacinação contra a Gripe é prorrogada até dia 15 de junho

A Secretaria de Saúde de Campinas informa que a Campanha de Vacinação contra a Gripe 2018 foi prorrogada até dia 22 de junho para o grupo prioritário (crianças, idosos, gestantes, puérperas, indígenas, professores, pessoas privadas de liberdade e funcionários do sistema prisional e pacientes com doenças crônicas não transmissíveis e em condições clínicas especiais). A imunização começou em 23 de abril e terminaria nesta sexta-feira, dia 15 de junho.

 

 

 

O trabalho de imunização contra a gripe foi prorrogado em todo país pela segunda vez, conforme determina ofício do Ministério da Saúde. De acordo com o órgão, a ampliação da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza ocorre devido às baixas coberturas vacinais registradas em todo o país.

 

 

 

Na última sexta-feira, dia 8 de junho, a Secretaria de Saúde de Campinas divulgou balanço parcial da Campanha de Vacinação contra a Gripe de 2018. Desde o começo da Campanha, em 23 de abril, foram aplicadas 190.248 doses da vacina contra influenza, o que corresponde a 73,75% da cobertura vacinal do público-alvo, que abrange crianças, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), idosos e professores.

 

 

 

Os grupos de crianças e de gestantes são os que menos se imunizaram contra a gripe neste período da campanha. A avaliação da Secretaria de Saúde é que as grávidas e os pais dos pequenos ainda têm medo da vacina.

 

 

 

A coordenadora do Programa de Imunização, Gabriela Marchesi, explica que ainda existe um mito de que a vacina pode ser prejudicial aos pequenos e aos bebês que ainda estão na barriga da mãe, e, assim, este público acaba optando por não tomar a vacina. Mas ela garante que é justamente o contrário. “A vacina é 100% segura, feita de fragmentos do vírus. Gestantes e crianças têm a imunidade mais baixa e, diferente do pensam os pais, a vacina vai, sim, proteger os menores e os recém-nascidos da influenza”, explica Gabriela.

 

 

 

Ainda segundo a coordenadora, o efeito da vacina dura de nove meses a um ano e quanto mais cedo a pessoa tomar, mais protegida ela estará durante o Inverno, que é quando a população fica mais suscetível a pegar a gripe. “Depois de tomada, a vacina demora 15 dias para ter o efeito desejado, por isso a importância de procurar o mais breve possível o CS para receber a dose”, reforça Gabriela.

 

 

 

Campanha

 

 

A vacina protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B. A composição muda todo ano, de acordo com as cepas do vírus da gripe que estão em circulação no período. Por isso, as pessoas precisam se vacinar anualmente para evitar complicações causadas pela gripe e doenças graves, como pneumonia.

 

Pessoas com doenças agudas graves e febre (moderada ou alta) devem esperar a melhora do quadro clínico para receber a dose.

 

Para tomar a vacina, o paciente deve levar carteira de vacinação ou documento de identidade. Os doentes crônicos devem apresentar receita ou prescrição médica.

 

Os pacientes acamados que fazem parte do grupo que deve ser vacinado receberão a dose em casa, de acordo com a programação dos centros de saúde. Os que são assistidos pelas unidades de saúde serão avisados por telefone sobre a data da aplicação da vacina.

 

Importante ressaltar que só os casos mais graves de gripe, que evoluem para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) são notificados à Vigilância em Saúde.

 

 

 

Influenza

 

 

A gripe, ou influenza, é uma infecção causada por vírus que afeta o sistema respiratório, mais precisamente o nariz, garganta e brônquios. O contágio ocorre de forma direta através das secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar ou de forma indireta, por meio das mãos que, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias, pode levar o agente infeccioso direto a boca, olhos e nariz. A doença pode se apresentar desde uma forma leve e de curta duração, até formas clinicamente graves e complicadas. A gripe é responsável por elevada taxa de adoecimento e morte em grupos de maior vulnerabilidade, principalmente no inverno.