Biblioteca Zink é indicada ao Troféu HQMIX, o “Oscar” dos quadrinhos

A Biblioteca Municipal “Ernesto Manoel Zink” tem bons motivos para comemorar: a 4ª Feira de Quadrinhos, realizada em 2017, foi indicada ao 30º Troféu HQMIX (considerado o Oscar dos Quadrinhos do Brasil) na categoria Eventos. Os premiados serão anunciados no dia 16 de setembro, domingo, às 17h, no Sesc Pompeia, em São Paulo, com apresentação de Serginho Groisman.

 

 

O Troféu HQMIX foi criado em 1988, pela dupla JAL e Gualberto Costa, no programa TV MIX, da TV Gazeta. A votação nacional é feita pela categoria dos desenhistas de HQs e Humor Gráfico, por meio da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) e do Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil (IMAG).

 

 

Além de Eventos, o prêmio reúne as categorias Publicação de Humor, Publicação Independente de Grupo, Web Quadrinhos, Desenhista Nacional, Editora do Ano, Exposição, entre outras.

 

 

A indicação ao festejado prêmio é o “reconhecimento do trabalho bacana que a gente faz”, afirma a bibliotecária Suze Elias, que está à frente da Feira de Quadrinhos desde sua primeira edição.

 

 

Para ela, um dos atrativos que deve ter seduzido a comissão julgadora na edição do ano passado foi a revoada de HQs que movimentou os espaços públicos da cidade, como terminais de ônibus, avenidas, praças e bibliotecas. “A Feira atraiu para Campinas desenhistas premiados, como Bruno Büll, Will, Orlandelli, e mulheres quadrinistas, como Gisela Pizzatto, Aline Zouvi, por exemplo, que hoje brilham em um universo que há pouco tempo era ‘Clube do Bolinha'”.

 

 

Em 2017, a exposição “Zalla, para sempre!”, em homenagem ao argentino radicado no Brasil Rodolfo Zalla (1931-2016), despertou a curiosidade do público.

 

 

O traço inteligente, divertido e sensível dos cartazes de todas as Feiras de HQs, do artista plástico Fabiano Carriero, é outro ponto alto citado por Suze. “Carriero sempre foi muito presente. Em todas as suas criações, colocou temas emblemáticos da cidade.”

 

 

Acostumada a viver no mar de livros, a bibliotecária ressalta a singularidade da História em Quadrinhos. “É o gênero que mantém o diálogo com todos os públicos e promove o encontro de gerações.”